“A arte tem como objectivo o sensível espiritualizado ou o espírito tornado sensível" (Hegel, Estética)

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Do regresso


Hão-de retornar-se as memórias do azul
O verde das cabeças na campina
O grito das pestanas
Entreabertas.

Em travessia de rugas com o Sol a pino
Quedar-me-ei então sob os teus olhos
Em contagem regressiva.

[Hão-de retomar-se as raízes por dentro dos troncos. ]

Por agora
Apenas
O gota-a-gota vaporizado contra a vidraça.
__
Tela: Salvador Dali

4 comentários:

gabriela rocha martins disse...

excelente poema

( com ou sem retoma )



.
um beijo

Helena Figueiredo disse...

Obrigada,
por tão belos poemas.
Saudações com estima.
Helena Figueiredo

© Piedade Araújo Sol disse...

sempre!

um dia sempre retomamos as raízes.

e o olhar sobre a planicie alentejana...ou não!

beij

Isabel disse...

Bem te disse que ias voar :D

Isabel